Terça-feira, 14 de Novembro de 2006

Um livro a não perder

 

          Se é certo que a Força Aérea, por si só, não ganha a guerra, também é certo que, sem ela, a vitória não é possível nos dias de hoje. E é essa a conclusão que se pode tirar do livro de Luís Alves de Fraga, nosso companheiro da blogosfera (Fio de Prumohttp://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/) intitulado “A Força Aérea na Guerra em África – Angola Guiné e Moçambique”.
          Fiz a guerra nesses três teatros de operações e não me esqueço, como combatente das forças terrestres, de quão útil nos foi a cooperação dos meios aéreos. Não havia comparação possível percorrer com uma coluna de viaturas uma picada no planalto de Mueda com protecção de uma parelha de caças T6-Harvard e fazê-lo sem esses autênticos anjos da guarda. Por outro lado, isolados em quartéis improvisados no meio do mato, o “Dornier” ou o “Auster” eram os únicos elementos que nos ligavam ao resto do mundo quando, aterrando em perigosas pistas de terra batida, nos trazia o correio e alguns frescos. Isto só para dar alguns exemplos.
          Escrito de uma forma muito clara, sintético mas profundo e ilustrado com inúmeras fotografias, este livro dá-nos uma perspectiva muito esclarecedora do que foi a guerra colonial.
          Leitura indispensável para quem queira conhecer o que na realidade se passou nesse período difícil da nossa História recente.
publicado por Fernando Vouga às 21:46

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2 comentários:
De Luís Alves de Fraga a 21 de Novembro de 2006 às 23:03
O que devo dizer? Aprendemos que os louvores não se agradecem, contudo, somos velhos militares educados, daí sentir-me na obrigação de lhe dizer «Obrigado».
Os tempos da guerra foram maus embora fossemos jovens, mas serão estes melhores?
Um abraço
De Fernando Vouga a 22 de Novembro de 2006 às 18:39
Caro Fraga

Não tem nada que agradecer.
Se no deprofundis " destaquei dois livros seus, um ensaio e um romance, é porque em meu entender têm muita qualidade e interesse.
Admiro sobretudo os seus ensaios porque, sendo ensaios, nem por isso são extenuantes ou maçadores, como é a maioria desse tipo de trabalhos. Os seus , são claros, objectivos, profundos e de fácil leitura. Leio-os com o mesmo agrado que leio um bom romance.
E não sabe o esforço que ainda estou a fazer para não referir em nota de destaque dois dos seus ensaios, a saber:
"General Tomás Garcia Rosado" e
"O Fim da Ambiguidade"
Resta-me dar-lhe os parabéns por toda a sua obra escrita e desejar que o seu ritmo de trabalho se mantenha, para benefício de todos nós.

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