Sábado, 28 de Julho de 2007

Meditando...

Imagem retirada do Jornal do Exército

 

            A especificidade da profissão militar tem por núcleo caracterizador a completa disponibilidade para o serviço do país daqueles que a exercem. Disponibilidade em termos de tempo e de local de prestação – sem limite de horário e sempre prontos a marchar para onde a missão o requeira, com toda a incomodidade pessoal e familiar que isso representa. E disponibilidade na entrega total à sua missão, tanto física como espiritualmente, comprometendo-se a sacrificar a própria vida na defesa da Pátria, em contrato que estabelecem através de juramento público perante a bandeira nacional.
 
Loureiro Dos Santos
General


            No dia 23 de Julho, o General Loureiro dos Santos apresentou no jornal "O Público" um excelente artigo em que nos dá conta da insatisfação dos militares face aos nossos governantes. A seu ver, dentro de pouco tempo Portugal será talvez o único país do Mundo em que os militares, no respeitante a direitos, serão equiparados a funcionários públicos (mantendo no entanto as suas obrigações, privações e compromissos).
            Subscrevo inteiramente o pensamento do autor do artigo e congratulo-me por haver ainda alguém de prestígio com coragem para enfrentar o poder político. Porém, o texto em epígrafe, retirado do artigo, levou-me a levantar uma questão: estando os militares por juramento obrigados a arriscar a sua vida em defesa da Pátria, quais são as obrigações dos restantes cidadãos, nomeadamente os governantes, nessa matéria?
            Reduzindo a questão ao absurdo para encurtar razões, será possível consentir que, em tempo de guerra, enquanto uns sacrificam a vida no campo de batalha outros vendam armas ao inimigo?
            A resposta óbvia é não. Quando a Pátria está em perigo, ninguém pode ser autorizado a ser “menos patriota”, digamos assim. Por outras palavras, todos nós, civis e militares, seremos obrigados, se necessário, a sacrificar as nossas vidas em sua defesa. Mas, a ser assim, coloca-se fatalmente outra questão: afinal, para que serve o juramento?
  
publicado por Fernando Vouga às 18:28

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2 comentários:
De Luís Alves de Fraga a 1 de Setembro de 2007 às 11:52
Caro Vouga,
O juramento dos militares do QP é feito para toda a vida e para suportar, durante ela, todos os incómodos que a vida castrense impõe em nome da Pátria, em perigo ou não!
Não é feito só para dar a vida quando necessário... Isso todo o cidadão é obrigado a fazer nos momentos cruciais; é feito para dar o dia-a-dia, seu e da família, o seu silêncio e, talvez mais do que tudo, para estar pronto a ensinar quem não sabe e é obrigado a dar com ele a vida pela Pátria, se e quando necessário. O militar do QP é um «fazedor» de «máquinas de guerra».
Mas estou eu a dizer-lhe o que tão bem sabe! Também tenho cá uma lata!!!!!
De Fernando Vouga a 1 de Setembro de 2007 às 17:18
Caríssimo amigo Luís Fraga

Obrigado pelo seu comentário.
Deixei esta "meditação" aqui, mais pelo desafio do que pela mensagem. Pensei erradamente que haveria muita gente a bater-me. Infelizmente só tive um contributo, o seu.
Mas, como diz o povo, mais vale pouco e bom...

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