Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

Se não fosse trágico, era anedótico.

DN - Madeira, 8 de Agosto de 2007

 

            Quem viajar pelo Norte da Europa pelas estradas nacionais, é frequentemente surpreendido por cemitérios de militares. De vários tamanhos e estilos, no Norte da França, nas Ardenas, na Flandres, no Luxemburgo, na Alemanha, apresentam-se sempre limpos e bem cuidados. Sinal de respeito e veneração por aqueles que tombaram no cumprimento do dever.
            Eram militares, quase todos jovens, com uma vida inteira à sua frente e, muitos deles, pouco ou quase nada receberam das suas Pátrias. Caso dos soldados portugueses que combateram na Flandres durante a primeira Grande Guerra, a quem nem sequer foram ministradas as primeiras letras. Caso também da maioria dos soldados que combateram na guerra colonial…
            Esta notícia choca pela sua irracionalidade e pelo que tem de insólito. Porque nos outros países veneram-se os caídos. Aqui, é o que se vê.
publicado por Fernando Vouga às 23:44

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2 comentários:
De A. João Soares a 12 de Agosto de 2007 às 17:06
Os tempos que correm são muito duros e desumanos. Não se respeitam os idosos, os antepassado os que se sacrificaram pela colectividade, pela Pátria.
Respeitá-los não dá votos aos políticos, porque a Nação os esqueceu.
É bom que os actuais militares que se oferecem para longes terras estrangeiras se convençam que ninguém lhes reconhecerá o esforço e o sacrifício que o risco lhes impõe. Mas, como tontos apaixonados vão de olhos fechados, embriagados pelas palavras bonitas que lhes dizem e pelos euros que vão receber a mais. uitos acabarão por um dia se arrepender, porque se foram bater por um falso ideal que, por ser contrário à «ideologia« actual, lhes será gorado.
Já ninguém sabe honrar a Pátria, nem sabe sequer o que ela é.
Abraço.
De Luís Alves de Fraga a 1 de Setembro de 2007 às 11:42
Caro Vouga,
Os terrenos onde estão esses cemitérios foram, em geral, comprados pelos Governos dos respectivos Estados. A forma como se apresentam não só mostra o carinho e respeito que as pátrias agradecidas têm pelos seus mortos como, também, falam de si próprias, dos Estados respectivos.

O que é que quer que Portugal seja capaz de dizer? O que quer ouvir de uma cambada de trânsfugas , de malandros que nos governa e nos governaram no passado? Dizia o Poeta «Pergunto ao vento que passa/ Notícias do meus país/ O vento cala a desgraça/ O vento nada me diz».
O vento continua a calar a desgraça e a nada dizer.
Colectivamente, não temos dignidade ...

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