Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

10 de Junho

Imagem retirada da NET
Acabei de receber, via correio electrónico, a peça que, pelo seu interesse, aqui transcrevo na íntegra:

Depois do "10 de Junho dos Combatentes"

 

 

          A insurgência nos territórios ultramarinos portugueses, não tinha nada a ver com movimentos nacionalistas. Primeiro, porque não havia (como ainda não há) uma nação angolana, uma nação moçambicana ou uma nação guineense, mas sim diversos povos dentro do mesmo território. E depois, porque os movimentos de guerrilha foram criados e financiados por outros países.


          ANGOLA – A UPA, e depois a FNLA, de Holden Roberto foram criadas pelos americanos e financiadas (directamente) pela bem conhecida Fundação Ford e (indirectamentre) pela CIA. O MPLA era um movimento de inspiração soviética, sem implantação tribal, e financiado pela URSS. Agostinho Neto, que começou a ser trabalhado pelos americanos, só depois se virando para a URSS, tinha tais problemas de alcoolismo que já não era de confiança e acabou por morrer num pós-operatório. Foi substituído por José Eduardo dos Santos, treinado, financiado e educado pelos soviéticos. A UNITA começou por ser financiada pela China, mas, como estava mais interessada em lutar contra o MPLA e a FNLA, acabou por ser tolerada e financiada pela África do Sul. Jonas Savimbi era um pragmático que chegou até a um acordo com os portugueses.

 

          MOÇAMBIQUE - A Frelimo foi criada por conta da CIA. O controleiro do Eduardo Mondlane era a própria mulher, Janet, uma americana branca que casou com ele por determinação superior. Mondlane foi assassinado por não dar garantias de fiabilidade, e substituído por Samora Machel, que concordou em seguir uma linha marxista semelhante à da vizinha Tanzânia. Quando Portugal abandonou Moçambique, a Frelimo estava em tal estado que só conseguiu aguentar-se com conselheiros do bloco de leste e tropas tanzanianas e guarda pessoal da Zâmbia.

 

          GUINÉ – O PAIGC formou-se à volta do Amílcar Cabral, um engenheiro agrónomo vagamente comunista que teve logo o apoio do bloco soviético. Era um movimento tão artificial que dependia de quadros maioritariamente caboverdeanos para se aguentar (e em Cabo Verde não houve guerrilha). Expandiu-se sobretudo devido ao apoio da vizinha Guiné-Conakry e do seu ditador Sekou Touré (natural da Guiné Portuguesa), cujo sonho era eventualmente absorver a Guiné Portuguesa.

Em resumo, territórios portugueses foram atacados por forças de guerrilha treinadas, financiadas e armadas por países estrangeiros.


          Segundo o Direito Internacional, Portugal estava a conduzir uma guerra legítima. E ter combatido em três frentes simultâneas durante 13 anos, estando próximo da vitória em Angola e Moçambique e com a situação controlada na Guiné, é um feito que, militarmente falando, é único na História contemporânea.

 

          Então, porque é que os Portugueses parecem ter vergonha de se orgulhar do que conseguiram?

 

 

          Porque foi assaltado por um bando de traidores que tudo fizeram e fazem para destruir o patriotismo português e apenas focalizados em defender interessesestrangeiros, como os comunistas a defenderem os interesses soviéticos...

 


(publicado em 01/Jun/2013, por Jonathan Llewellyn, em "Publicações recentes de outras pessoas")

 

publicado por Fernando Vouga às 12:37

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1 comentário:
De Fernando Vouga a 6 de Junho de 2014 às 20:32
"estando próximo da vitória em Angola e Moçambique e com a situação controlada na Guiné"

Parece-me haver aqui um certo exagero. Em 1974 a vitória em Angola e Moçambique estava muito longe de se conseguir, embora a situação geral nestes dois teatros de operações fosse relativamente calma em grandes partes dos territórios.
Quanto à Guiné, o mínimo que se pode dizer é que a situação em 1974 era desesperada.

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