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QUANTO MAIS QUENTE MELHOR

QUANTO MAIS QUENTE MELHOR

NUNCA POR CALADOS NOS CONHEÇAM

Nos tempos do Império Colonial

          A história passa-se na Índia dos anos 50, durante o desembarque de material de guerra no porto de Goa. Tempos difíceis em que a União Indiana ameaçava invadir o território e acabar com a presença Portuguesas por terras indostânicas.
          Meia dúzia de velhos camiões “Ford Canadá”, sobras da segunda guerra mundial, alinhavam-se no cais, prontas a seguirem para os seus novos destinos. Pintadas de fresco e reparadas nas oficinas de Lisboa, até pareciam novas.
          No meio da azáfama e confusão que sempre ocorre nestas ocasiões, um oficial nota que um soldado se mantinha por vários minutos acocorado junto às rodas traseiras de uma dessas viaturas. Intrigado, foi ver o que se passava. Abeirando-se do militar, que estava completamente absorto no que fazia, reparou que ele, com a ajuda um prego, pressionava a válvula de enchimento, despejando assim o ar do pneumático, ao mesmo tempo que exalava profundos suspiros ou coisa que o valha.
   —    Não estás bom da cabeça? O que é que estás para aí a fazer?
          O pobre rapaz, apanhado de surpresa, levantou-se. E, ao mesmo tempo que fazia a continência, respondeu:
   —    Estava a respirar ar de Portugal!

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