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QUANTO MAIS QUENTE MELHOR

QUANTO MAIS QUENTE MELHOR

NUNCA POR CALADOS NOS CONHEÇAM

Um livro a não perder

 

          Se é certo que a Força Aérea, por si só, não ganha a guerra, também é certo que, sem ela, a vitória não é possível nos dias de hoje. E é essa a conclusão que se pode tirar do livro de Luís Alves de Fraga, nosso companheiro da blogosfera (Fio de Prumohttp://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/) intitulado “A Força Aérea na Guerra em África – Angola Guiné e Moçambique”.
          Fiz a guerra nesses três teatros de operações e não me esqueço, como combatente das forças terrestres, de quão útil nos foi a cooperação dos meios aéreos. Não havia comparação possível percorrer com uma coluna de viaturas uma picada no planalto de Mueda com protecção de uma parelha de caças T6-Harvard e fazê-lo sem esses autênticos anjos da guarda. Por outro lado, isolados em quartéis improvisados no meio do mato, o “Dornier” ou o “Auster” eram os únicos elementos que nos ligavam ao resto do mundo quando, aterrando em perigosas pistas de terra batida, nos trazia o correio e alguns frescos. Isto só para dar alguns exemplos.
          Escrito de uma forma muito clara, sintético mas profundo e ilustrado com inúmeras fotografias, este livro dá-nos uma perspectiva muito esclarecedora do que foi a guerra colonial.
          Leitura indispensável para quem queira conhecer o que na realidade se passou nesse período difícil da nossa História recente.

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