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QUANTO MAIS QUENTE MELHOR

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NUNCA POR CALADOS NOS CONHEÇAM

Um livro a não perder

 

          Se é certo que a Força Aérea, por si só, não ganha a guerra, também é certo que, sem ela, a vitória não é possível nos dias de hoje. E é essa a conclusão que se pode tirar do livro de Luís Alves de Fraga, nosso companheiro da blogosfera (Fio de Prumohttp://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/) intitulado “A Força Aérea na Guerra em África – Angola Guiné e Moçambique”.
          Fiz a guerra nesses três teatros de operações e não me esqueço, como combatente das forças terrestres, de quão útil nos foi a cooperação dos meios aéreos. Não havia comparação possível percorrer com uma coluna de viaturas uma picada no planalto de Mueda com protecção de uma parelha de caças T6-Harvard e fazê-lo sem esses autênticos anjos da guarda. Por outro lado, isolados em quartéis improvisados no meio do mato, o “Dornier” ou o “Auster” eram os únicos elementos que nos ligavam ao resto do mundo quando, aterrando em perigosas pistas de terra batida, nos trazia o correio e alguns frescos. Isto só para dar alguns exemplos.
          Escrito de uma forma muito clara, sintético mas profundo e ilustrado com inúmeras fotografias, este livro dá-nos uma perspectiva muito esclarecedora do que foi a guerra colonial.
          Leitura indispensável para quem queira conhecer o que na realidade se passou nesse período difícil da nossa História recente.

2 comentários

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    Fernando Vouga 22.11.2006 18:39

    Caro Fraga

    Não tem nada que agradecer.
    Se no deprofundis " destaquei dois livros seus, um ensaio e um romance, é porque em meu entender têm muita qualidade e interesse.
    Admiro sobretudo os seus ensaios porque, sendo ensaios, nem por isso são extenuantes ou maçadores, como é a maioria desse tipo de trabalhos. Os seus , são claros, objectivos, profundos e de fácil leitura. Leio-os com o mesmo agrado que leio um bom romance.
    E não sabe o esforço que ainda estou a fazer para não referir em nota de destaque dois dos seus ensaios, a saber:
    "General Tomás Garcia Rosado" e
    "O Fim da Ambiguidade"
    Resta-me dar-lhe os parabéns por toda a sua obra escrita e desejar que o seu ritmo de trabalho se mantenha, para benefício de todos nós.
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