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QUANTO MAIS QUENTE MELHOR

QUANTO MAIS QUENTE MELHOR

NUNCA POR CALADOS NOS CONHEÇAM

Um Livro a não Perder

 

«De uma forma ou de outra, e por muito que alguns queiram recusá-lo, foram de todos os Portugueses os dias e os longos anos da guerra colonial — desde 1961 até ao fim de um novo ciclo da nossa história recente: queda da Ditadura, solução política das chamadas lutas de libertação nacional e descolonização dos territórios. À parte um pequeno reduto de opinião que ainda hoje resiste à simples ideia dessas independências, parece notório à inteligência portuguesa que um tal epílogo (tardio, feito ao arrepio de grandes pressões endógenas e exógenas) era há muito inevitável. O caso é que á luz do espírito deste século, durante o qual o mundo se foi mirando num quase permanente desconcerto da condição humana, a conjugação do verbo «descolonizar» entrara definitivamente na gramática dos tempos modernos. Daí que o colonialismo português persistisse para além da sua própria medida: anacrónico, isolado na sua obstinação, submetido apenas à lógica falida da última ditadura ocidental.»
 
Assim começa o texto desta foto biografia da Guerra colonial, da autoria de Renato Monteiro e Luís Farinha (Publicações Dom Quixote, 2ª edição, 1998).
Dando preferência à imagem, este livro transporta-nos até ao mais íntimo dessa guerra, proporcionando com as suas imagens uma visão muito realista dos acontecimentos. Os textos, necessariamente curtos, complementam as imagens e estabelecem a ligação entre os diferentes módulos da obra. E todas as imagens são acompanhadas de legendas esclarecedoras.
Pela sua qualidade e oportunidade, pela facilidade de consulta, pela apresentação gráfica e pelo seu rigor, esta obra tem um especial interesse para as gerações mais novas que pretendam informar-se sobre um período tão difícil e polémico da nossa História.