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QUANTO MAIS QUENTE MELHOR

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NUNCA POR CALADOS NOS CONHEÇAM

Ainda a Academia Militar

 
A equitação nem sempre era ministrada de forma convencional...
   
            Não sei como é agora, mas no meu tempo a equitação era disciplina obrigatória na Academia Militar. Mesmo para os alunos destinados a pilotos da Força Aérea!
            Como será de prever, havia alunos que gostavam de tal actividade, outros que a faziam por obrigação e outros, não muitos, que tinham um verdadeiro pavor aos cavalos. Com efeito, montar a cavalo tem as suas dificuldades, especialmente para os iniciados. Aquilo mete respeito e, enquanto não se lhe apanha o jeito, os andamentos mais rápidos, especialmente o galope, provocam desequilíbrios e frequentes quedas. Pelo que não será de estranhar que muito boa gente tenha medo de montar a cavalo.
            Abro aqui um parêntesis para esclarecer que alguém com medo aos cavalos pode perfeitamente ser corajoso na guerra. Conheço um oficial pára-quedista que se portou com grande valentia na guerra do Ultramar mas que tinha um pavor às aulas de equitação.
            Diga-se, no entanto, em abono da verdade, que os oficiais instrutores não se poupavam a esforços para complicar tudo e tornar as suas aulas um pandemónio. Munidos de chicote, quantas tentavam assustar os pobres animais e fazer com que eles despejassem sem cerimónia os respectivos cavaleiros. E a equitação nem sempre era ministrada de forma convencional... Porém, os acidentes raramente tinham consequências graves.
            E a propósito de medo, conta-se que um instrutor de equitação, na tentativa de convencer um aluno renitente a subir para o cavalo, lhe fez uma prelecção sobre o medo. No final deu-lhe ordem para montar.
            — Ó nosso cadete, suba para o cavalo. Se tem medo, domine-se!
            Mas o aluno não lhe obedecia
            — Olhe lá, não tem vergonha de ter medo?
            O aluno, que pelos vistos tinha mais medo do cavalo do que do instrutor, respondeu:
            — Sim senhor, tenho vergonha… Mas domino-me!

5 comentários

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    Fernando Vouga 11.03.2008 14:51

    Caro amigo Pedro Monteiro

    Obrigado pelo seu comentário.
    Quanto à presença de Chaimites no RC8 de C. Branco, nada sei. Ao tempo em que lá estive a formar o ERec 2640, que comendei na Guiné, as viaturas blindadas eram o CC Ligeiro M24 e as VBTP White.
    O que lhe posso adiantar é que as primeiras viaturas Chaimite que entraram ao serviço no Exército foram fornecidas ao meu Esquadrão para substituir as velhíssimas AM FOX. Dentre elas estava uma VB 400 da Caddilac Gage equipada com uma torre MECAR com um canhão de baixa pressão de 90mm (e não com uma peça, como diz). No arquivo de Abril de 2006 deste blogue, pode ver fotos do material que equipava o meu Esquadrão.

    Visitei a sua página, que achei muito interessante.

    Um abraço
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    Pedro Monteiro 11.03.2008 18:46

    Sobre a tal VB 400, a fotografia que publica é de que fonte? E a da Chaimite? Teria interesse em contactar o autor das mesmas para obter mais dados.

    Cumprimentos,
    Pedro Monteiro
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    Fernando Vouga 11.03.2008 20:01

    Caro amigo

    As fotos da Chaimite canhão, da VBTP White, das 2 chaimites no rio Geba e da AM FOX são da minha autoria e foram tiradas na região de Bafatá, no Leste Guiné.
    A foto da Daimler foi retirada da Internet. Finalmente, a foto da Chaimite isolada foi-me oferecida e não me recordo por quem. Talvez pelo Major Mendes Paulo.

    Um abraço
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    Pedro Monteiro 11.03.2008 23:04

    Eu teria bastante interesse em publicar essa fotografia da Cadillac Gage com canhão de 90mm. E de obter mais dados sobre esta última (eram as guarnições do Exército, regressou a Lisboa conforme previsto no contrato, etc.)? Ao que consta (no livro do Maj. Mendes Paulo e nos documentos que recolhi no AHM) ela foi cedida pelo fabricante temporariamente.

    Em todo o caso, pedia-lhe que me contactasse pelo meu e-mail (pmpm113 @ hotmail.com) para lhe poder explicar melhor o objectivo do meu trabalho e a utilização da fotografia e ficar com o seu contacto (ou, se preferir, pode referir-me o seu endereço e eu contacto-o).

    Cumprimentos,
    Pedro Monteiro
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