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QUANTO MAIS QUENTE MELHOR

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NUNCA POR CALADOS NOS CONHEÇAM

Livros e Perfumes

 

 

          Os livros, por vezes, são como os perfumes. Os melhores estão nos frascos mais pequenos.
          Lembro que, em tempos, com o título de “Lixo”, escrevi neste espaço uma nota sobre um certo tipo de literatura dedicada à Guerra Colonial. Normalmente em volumes de grosas lombadas, os autores procuram denegrir, da forma mais torpe e despudorada, a actuação das Forças Armadas nesse conflito. Obras que, mesmo quando baseadas em factos reais, acabam por levar o leitor a fazer uma ideia totalmente errada do que se passou verdadeiramente nos teatros de operações africanos. Cheiram mal.
          O livro que agora tenho o prazer de apresentar, de apenas 182 páginas, foi escrito por um antigo alferes miliciano que não se limitou a cumprir o seu dever. Aproveitou para observar o mundo estranho e fascinante onde viveu dois anos de emoções intensas. Dá-nos testemunho das gentes, dos costumes, dos acontecimentos e também das misérias e grandezas dos que participaram na guerra, de ambos lados. Este livro cheira muito bem.
          De câmara fotográfica sempre ao lado da sua espingarda G3, o alferes Daniel Gouveia registou imagens eloquentes que, mais tarde e em boa hora, transformou em palavras. Produziu assim uma obra literária de grande qualidade que é, ao mesmo tempo, um delicioso álbum fotográfico…

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